A OAB Nacional, por meio de sua Coordenação do Plano Nacional de Prevenção das Doenças Ocupacionais e da Saúde Mental da Advocacia, realizou no dia 17 de setembro o evento “Saúde Mental da Advocacia: escolha viver como uma experiência única”. Venho defendendo esta tese, de que os operadores do direito devem buscar sua paz interior e seu equilíbrio mental e emocional, para atender melhor os seus clientes, desde 1997, quando publiquei meu primeiro livro “ Uma Visão Holística do Direito”. O encontro reuniu a atriz Bruna Lombardi e o advogado Clóvis de Barros Filho e teve a mediação da conselheira federal Sandra Krieger, autora da Cartilha da Saúde Mental da Advocacia. Sandra destacou os abalos e transtornos psíquicos que afligem o cotidiano dos advogados. Bruna Lombardi, falou sobre diferentes abordagens para preservação de um ambiente emocional saudável e como uma vida com significado e respeito ético contribui para a manutenção da saúde mental. ” O advogado, assim como o médico, é alguém a quem recorremos. É um teu porto seguro. É onde você vai buscar o conforto, a solução. Eles são os que cuidam de nós, mas quem cuida deles? “. Já Barros salientou os aspectos da excelência, generosidade e alegria que poderiam guiar uma vida menos vulnerável à situações que geram dor e angústia, destacando: “Curioso como nesse tempo de quarentena tenho ouvido muito que as pessoas estão esperando tudo voltar… Essa vida em compasso de espera, temos de admitir, não é culpa da pandemia. Quantas aulas da faculdade assistimos esperando acabar? Quantos tantos outros momentos da vida passamos esperando acabar? Quando você espera a ausência de algo que está presente é porque a vida é ruim. Ela é fracassada, é uma vida a evitar”, disse ainda que a quarentena revela o valor de servir e declarou que muito da angústia e da ansiedade advém de uma busca por satisfação egoísta.. Por fim, defendeu o valor do presente e a importância de sua construção. “Se você for esperar que tudo se regularize, que o mundo se organize, que a sociedade fique decente, que as condições ideais de vida se apresentem para que você possa viver bem, talvez você não consiga chegar lá nunca em momento algum. Portanto, a vida que nos toca viver é essa”. Concluindo, concordo com os palestrantes citados, pois para sermos felizes temos de encontrar nossa verdadeira vocação, ouvir esta voz interior do nosso coração, para cumprir a nossa missão, ajudando a construir ,agora , uma sociedade mais justa, pacífica, ética e fraterna. Mahatma Gandhi ensinava: “ Seja a transformação que deseja ver no mundo”.
Sérgio Nogueira Reis, Advogado. Presidente da Sociedade Brasileira Bioética- Regional Bahia. ( sergio@nogueirareis.com.br)